Espaço destinado à discussão de idéias sobre Marketing e Comunicação.

02 agosto 2006

A loteria do marketing viral

No Festival de Cannes de 2006, a GoViral.com fez uma revisão dos principais pontos desse instrumento que vem sendo cada dia mais utilizado por marcas de todos os setores.

A empresa presta consultoria sobre o tema e oferece serviços de distribuição e tracking das peças virais, mas não faz a parte criativa, que deve ficar por conta do cliente e suas agências.

Thomas Weikop, ceo da empresa, explicou que é evidente que o lado criativo é essencial, mas que a estratégia e a ação de distribuição são igualmente fundamentais para se alcançar sucesso; uma vez que a esmagadora maioria do que se tenta espalhar pela internet não vai muito longe.

“É quase uma loteria”, ele comparou, e revelou a principal técnica que a GoViral emprega: descobrir os principais “conexions points” para cada caso, em função dos targets visados e das características do material. Desse modo, o primeiro envio pode ser feito para centenas de blogs, webmasters e outros ativistas da net, que podem dar início ao processo já no meio da “pirâmide” de distribuição. Outra técnica consiste em empregar essa plataforma de distribuição em conjunto com a própria TV e veiculação paga – mas sempre analisando se vale a pena adicionar esse “empurrão” ao projeto.

Weikop listou os sete ingredientes de uma “bomba viral” de grande efeito (destacando que se uma determinada peça não atender bem a vários desses aspectos, não terá grande chance de se espalhar pela net):

1. Contar uma estória interessante.

2. Stickness, ou seja, a capacidade de se destacar na paisagem.

3. Relevância ao target ou a um momentum da sociedade.

4. Portabilidade, ou seja, quanto mais leve, melhor.

5. Shareability, ou seja, a atratividade da peça como algo a ser repartido com amigos.

6. Timing.

7. Seeding hooks, ou seja, algo como título, imagem inicial ou som que faça as pessoas se sentirem atraídas por ver a peça e por enviá-la o mais rapidamente possível para seu network.
Texto de Rafael Sampaio